Entrevistas

“Destinado”, de Carina Rissi

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Por Raquel Araujo

 

Com apenas quatro anos de carreira, Carina Rissi já é um fenômeno editorial. Autora de chick-lits que já venderam milhares de exemplares, a autora mantém uma relação muito próxima de seus fãs, tanto nas redes sociais quanto nas sessões de autógrafos. Carina tem medo de avião. Por isso, costuma viajar de carro pelo Brasil com seu marido e agente e sua filha para estar nos lançamentos. Mas, este ano, finalmente tomou coragem e visitou a região Norte pela primeira vez, para encontrar as fãs de Belém e Manaus. Seu mais recente livro, Destinado, figura na lista dos mais vendidos da Folha de São Paulo e da Publishnews há quatro semanas. Nesta entrevista, Carina fala sobre seu personagem Ian Clark, as expectativas do filme Perdida  e seu novo livro que será lançado em 2016.

Destinado chegou às livrarias no final de setembro e já é um fenômeno. O livro está há um mês na lista dos mais vendidos da Folha de S Paulo e também aparece na lista da PublishNews. A que você atribui este sucesso?

O carisma do Sr. Clarke pode ser o grande responsável. Ou seu romantismo. Ou o próprio Ian, não sei ao certo. Faz tempo que meus leitores esperavam algo pela perspectiva dele. É muito gratificante acompanhar a reação deles ao ler Destinado, pois a maioria reage da mesma maneira que eu reagi enquanto escrevia: sofrem, riem, choram e suspiram pelo Ian. Eu e meus leitores estamos intrinsecamente conectados. No fim das contas sou uma leitora também, né?

Em Perdida, Sofia compra um celular que a transporta para o século XIX. Se você ganhasse este “objeto mágico” para onde gostaria que ele te levasse? Por quê?

Ah, essa é fácil. Eu iria para o passado, interior da Inglaterra do século 19, só para poder espiar pela janela a Jane Austen escrevendo. Aliás, tenho certeza que teríamos sido melhores amigas se tivéssemos nascido no mesmo período (não custa sonhar, né?) Rs

Ian é o príncipe encantado que todo mundo deseja conhecer. Diferente de muito protagonista, ele é doce, gentil e carinhoso. Como foi escrever um livro sob o ponto de vista dele?

Foi bastante conturbado, pra ser sincera. Saí da minha zona de conforto (universo feminino que conheço tão bem) e me arrisquei na cabeça de um homem de séculos passados. Essa transição foi complexa, exigiu muitas pesquisas (sobretudo dos hábitos diários e linguagem), mas também foi maravilhosa. Destinado foi um desafio e tanto, e talvez por isso eu ame e me orgulhe tanto deste trabalho.

Atualmente seus fãs vivem a expectativa da adaptação de Perdida para os cinemas. O filme já está em fase de captação de recursos. Como recebeu a notícia do interesse em transformar seu livro em longa metragem e como tem sido a sua participação nesta negociação? 

Quando o cineasta Luca Amberg entrou em contato comigo, interessado em adaptar Perdida para o cinema eu achei que era brincadeira! Qual é? Esse tipo de coisa não acontece com frequência no Brasil.

Então, depois de me certificar que não era um trote, nos acertamos e desde então eu vivo essa ansiedade de ver Sofia e Ian nas telonas. O Luca tem sido maravilhoso, muito paciente e empolgado e entendeu o mundo de Perdida. Ele está negociando com uma grande produtora americana (cruzem os dedos aí!) para então dar início as filmagens. Sou uma das co-roteiristas. O roteiro é ágil, divertido, romântico…  Eu acho que o público vai sair do cinema com um sorrisão no rosto. Eu sei que eu vou ;)

Você está na estrada há cerca de quatro anos e neste pouco tempo já publicou cinco livros e ainda participou da coletânea de contos Livro dos Vilões, lançada pelo selo Galera Record. Como mantém o seu ritmo de escrita?

Eu estou sempre trabalhando em alguma coisa. Sempre que termino um projeto eu digo “agora vou tirar uns dias para descansar”. Mas não consigo. Passo um ou dois dias sem escrever nada e já fico mal-humorada, irritada e com dor de cabeça. Escrever me acalma, me equilibra, me faz feliz. E hoje eu vivo exclusivamente disso, então tento ser profissional e seguir uma rotina, trabalhando das sete as cinco, sempre com uma música de fundo (porque depois de Jane, nada me inspira como a música).

Este final de semana você encerrou mais uma turnê pelo Brasil. Apesar de não gostar de avião, você busca sempre estar perto dos fãs. Como é a sua relação com eles? Qual foi o ponto alto da turnê?

 Gosto de estar sempre junto dos meus leitores, seja online ou pessoalmente. Além de divertidíssimo, é assim que consigo avaliar meus trabalhos, onde errei, onde acertei, onde poderia melhorar… Também me comove muito a maneira como me tratam, como se eu fosse muito querida, um membro da família ou uma antiga amiga. Por isso é difícil apontar um ponto alto na turnê. Fui recebida com muito carinho por meus leitores em todas as 12 cidades por onde passei. É impossível apontar um momento inesquecível quando tudo foi assim.

Você é grande fã de Jane Austen, como a autora te inspira ao escrever seus livros?

Jane me inspira de todas as maneiras. Tanto com suas histórias maravilhosas quanto com seu jeito tão peculiar de contá-las. Sempre presto muita atenção a tudo que ela fez, observando a maneira da construção da trama, personalidades, ápices e desfechos. Ela faz parecer tão fácil! E, obviamente, não é.

É muito difícil ler um de seus romances e não se sentir arrebatada, apaixonada, inspirada.

Procura-se um marido foi o seu primeiro livro publicado pela Verus. Teremos novidade de Alicia e Max  vindo por aí?

Com certeza! No ano que vem Mentira Perfeita deve chegar às livrarias. É um livro que nasceu em Procura-se um Marido, e vai contar a história turbulenta entre Júlia e do Marcus, e no meio disso, vamos acompanhar os preparativos de um certo casamento que ficou no ar em Procura-se.

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