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Lançamento de “Luciana” e estátua para Graciliano Ramos em Maceió

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No próximo dia 30 de novembro, o escritor Graciliano Ramos ganhará uma estátua em Maceió, Alagoas, na praia de Pajuçara, em comemoração aos 200 anos de fundação da cidade, com a presença da filha, Luiza Ramos, e do neto Ricardo Ramos. Natural de Quebrangulo, em Alagoas, o Velho Graça passou boa parte da vida na capital.

autografoA homenagem chega no mesmo fim de semana em que acontece a 7ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas. No dia 28, será lançado “Luciana” (Galerinha), conto que Graciliano escreveu e foi publicado originalmente no livro “Insônia”. No evento, que acontecerá no estande da Livraria Viva, a Cia Arte Negus vai contar a história do livro. Os leitores que comprarem a obra ganharão o “autógrafo” do Velho Graça carimbado nos livros.

SOBRE O LIVRO

“Esta menina sabe onde o diabo dorme”. A frase, que Luciana ouve o tio dizer sobre ela, deixa a menina assustada, mas também cheia de si. E ainda um pouco confusa: porque a verdade é que Luciana não tem muitas informações sobre o diabo, menos ainda de onde a criatura fixa residência.

Nesta história – inicialmente um conto publicado em 1947 no livro “Insônia” – Graciliano narra com lirismo os conflitos da inquieta Luciana que, ao mesmo tempo em que cria uma personagem para sentir-se mais moça, ainda não entende muito bem o mundo dos adultos.

“Luciana” é o segundo lançamento de um projeto criado pela Galerinha para apresentar a obra de Graciliano, um dos mais importantes autores da literatura brasileira, ao público infantil. A série começou com “Minsk”, publicado em 2013. Ambos ganharam as ilustrações da pernambucana Rosinha, vencedora de vários prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil e do Prêmio Jabuti. Leia um trecho:

Luciana avizinhou-se do sofá nas pontas dos pés, imitando as senhoras que usam sapatos de tacão alto. Gostava desse exercício, convidava a irmã para brincar de moça. Encolhida e pálida, Maria Júlia cambaleava – e Luciana se arranjava só; prendia cordões numa caixa vazia, que se transformava em bolsa, com um pedaço de pau armava-se de sombrinha e lá ia remedando um pássaro que se dispõe a voar, inclinada para a frente, os calcanhares apoiados em saltos enormes e imaginários. Assim aparelhada, chamava-se d. Henriqueta da Boa-Vista.”

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