Prata da Casa

Colleen Hoover, diálogos e a trilha sonora de “Talvez um dia”

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Por Rodrigo Aus

Colleen Hoover, para quem não sabe, é a Rainha (com R maiúsculo mesmo) do New Adult.

Rodeada, seguida, protegida com todas as forças por seus milhares de fãs, Colleen (que a gente chama, aqui na Galera, de ColLinda) sabe, como ninguém, contar uma perfeita história de amor impossível. Ela dá verdade aos seus personagens, cheios de características alquebradas, e uma humanidade que nos faz praticamente acreditar que, em algum lugar desse mundo, eles existem, de carne e osso, e estão com certeza sofrendo por amor.

A gente não lê um livro da Colleen, a gente DEVORA.

Dito isso, imagina a responsabilidade quando em sua mesa chega nada menos que “Maybe Someday” para ser preparado ao público brasileiro.

Amigos, eu tive taquicardia. Não sabia o que dizer, só sentir. “Eu não tô nada bem”.

 

“Talvez um dia”, como decidimos chamar em sua versão brazuca, é um dos livros mais aclamados da autora, um dos mais amados pelos fãs. E um dos mais difíceis de adaptar para o português.

Especialmente, por dois motivos:

Primeiro, um dos protagonistas.

Ridge, galã-que-deixa-todo-mundo-suspirando, é lindo, maravilhoso… Gente ELE TOCA VIOLÃO.

Enfim, além de ser tudo isso, ele é surdo. Ou seja, ele se comunica por meio da linguagem de sinais.

Tá, mas por que isso complicou a minha vida?

Porque, minha gente, quando um personagem se comunica por linguagem de sinais a gente não usa travessões. O travessão marca uma fala e não gestos.

Então decidimos deixar a expressão dos diálogos de Ridge em itálico.

Ok, mas se Ridge estiver conversando mais de uma pessoa, tem que ter travessão, porque a Colleen explica que é hábito dos outros personagens falar em voz alta, para que todo mundo saiba o que está sendo comunicado ali.

E o Ridge conversa com a Sydney (a outra protagonista) por mensagens no celular. Então temos que demarcar esses momentos também.

Toda hora uma forma diferente de expressar diálogos.

OLHA, EU ACHEI QUE FOSSE PIRAR.

 

Tá vendo como editar um livro nunca é simplesmente traduzir? A gente pensa em tudo, se preocupa com cada palavra e cada significado.

Mas no fim, tudo ficou lindo e muito bem claro para o leitor. Vocês vão encontrar páginas e páginas em itálico, diálogos por SMS mais afastados da margem e, claro, o bom e velho travessão.

Segundo motivo: o livro tem trilha sonora.

Sim, meus amigos, como o casal protagonista compõe muitas músicas para uma banda, Colleen fez uma parceria com o músico Griffin Peterson e os dois compuseram as músicas que iriam expressar os desejos e sentimentos de Sydney e Ridge. O resultado? Você se encanta com o livro, você se encanta ouvindo as músicas, você enlouquece de amor por essa história.

Agora, vamos lá, sei que muitos fãs da Colleen vão dizer que, na versão brasileira do livro, as músicas deveriam ser mantidas como no livro original, em inglês. Mas não foram, não.

Vamos combinar que estamos no Brasil, meu povo. Nosso país é enorme, os livros são destinados para qualquer pessoa que queira conhecer a história, e nem todo mundo sabe falar inglês. Foi uma decisão compreensível, não acham?

Daí decidimos adaptar as canções. Fazer versões mesmo, como praticamente toda a discografia de Sandy e Junior e suas versões para as músicas de Mariah Carey, Celine Dion e Laura Pausini (Sandy e Junior, o Brasil ama vocês. Por que foram se separar?).

 

O importante é dizer que tivemos o maior cuidado ao preparar essas versões. Não traduzimos simplesmente, nós adaptamos cada uma delas, para que pudessem ser cantadas em português, no ritmo das canções originais. Se você, por exemplo, acompanhar a canção I’m in trouble, lendo a nossa versão da letra, vai cantar tudo direitinho, no ritmo. E sem perder o sentido das músicas, sem deixar de lado todo o significado que elas têm para os personagens e, também, para os fãs.

 

Foi difícil? Foi, sim. Deu um trabalhão. Mas a gente fez com amor e dedicação, pensando em todos os leitores.

Para deixar tudo ainda mais maravilhoso, o livro tem uma playlist oficial, lá no Spotify.

 

 

Vai lá, canta junto com os personagens. Todo mundo é muito bem-vindo para se apaixonar por mais essa história maravilhosa.

Corre pra comprar seu exemplar de “Talvez um dia”, dá o play na trilha sonora e bom romance para você!

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