Prata da Casa

Música para ler – parte 1

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Por Marcelo Vieira

Pearl Jam Twenty | Pearl Jam | BestSeller

Lançado em setembro de 1991, Nevermind, do Nirvana, foi o disco que abalou as estruturas da indústria fonográfica e redefiniu os padrões do rock então dominado pelas superproduções do metal dos anos 1980. Pouca gente sabe, contudo, que tal status não foi capaz de torná-lo maior em vendas do que Ten, a bolacha de estreia do Pearl Jam, lançada um mês antes. Para comemorar o vigésimo aniversário de Ten, Eddie Vedder, Jeff Ament, Stone Gossard, Mike McCready e Dave Krusen compartilham conosco o que equivale a um diário de bordo, no qual relatam com precisão cirúrgica os acontecimentos de cada dia de duas décadas de música: lançamentos de álbuns, singles e videoclipes; aberturas e encerramentos de turnês; participações em programas de TV e tudo o mais que compõe a rotina de uma banda de rock. Com formato grandão (24 x 28) e interior totalmente colorido, Pearl Jam Twenty transcende a definição de livro à medida que se aproxima à de obra de arte. (Best Seller, R$ 99,90)

O tom universal | Carlos Santana, com Hal Miller e Ashley Kahn | BestSeller

Na reta final dos anos 1960, Carlos Santana conduziu o grupo que levava o seu sobrenome para o primeiro escalão do rock fundindo ritmos latinos à efervescência sonora proveniente da combinação entre os ideais da era de Aquário e o uso de certas substâncias ilícitas. Quando a receita deixou de ser novidade e a imprensa perdeu o interesse, a Santana passou momentos difíceis: incessantes mudanças na formação, queda nas vendas e até mesmo a breve conversão de seu líder à religião hindu, quando passou a atender pela alcunha Devadip. A reviravolta só ocorreria em 1999 com o lançamento de Supernatural, que venceu oito Grammys e vendeu mais de 25 milhões de cópias em todo o mundo. Com a carreira devidamente reanimada, Carlos Santana resolveu contar sua história. Em O tom universal, ele une forças com Hal Miller e Ashley Kahn (autor de excelentes livros sobre Miles Davis e John Coltrane) para dar o ritmo narrativo à sua peculiar e improvável trajetória de sucesso. De criança pobre com herança musical paterna ao posto entre os músicos mais influentes do século XX, nada foge a O tom universal — nem mesmo o debate filosófico acerca das possibilidades desta vida e do infinito. (Best Seller, R$ 72,90)

The Rolling Stones: A biografia definitiva | Christopher Sandford | Record

Depois de escrever as biografias de Mick Jagger e Keith Richards, Christopher Sandford chegou a prometer a si mesmo que não voltaria a escrever sobre os Rolling Stones. Qual não foi a surpresa quando, às vésperas do 50º aniversário da banda, o autor lançou The Rolling Stones: Fifty Years, que ganhou o título de The Rolling Stones: A biografia definitiva na edição brasileira. A alcunha muito lhe cabe, visto que, de toda a ampla bibliografia disponível sobre os Stones, esta é sem dúvida a obra mais atualizada e, provavelmente, a de leitura mais simples e cativante. No decorrer de suas 532 páginas, Sandford mostra que não é preciso refletir a minúcia de sua investigação no texto; está tudo lá sem que se perca tempo — ou se ganhe linhas — em aprofundamentos supérfluos: o acaso reunindo os ex-colegas de escola Jagger e Richards numa estação de trem e seu comum interesse pela música negra norte-americana; as primeiras apresentações no underground britânico; a rivalidade com os Beatles (os Beatles eram os certinhos, e os Stones, os malvados); drogas; prisões; relacionamentos conturbados; separações; mortes… Enfim, todos os ingredientes que asseguraram a longevidade dos Stones e estabeleceram o cenário para álbuns indiscutivelmente sagrados do cânone roqueiro. (Record, R$ 62,90)

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