Palavra de editor

A dupla dinâmica da Record para a eleição norte-americana

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 Por Carlos Andreazza*

A eleição presidencial norte-americana sempre é um evento relevante no Brasil, com extensa cobertura jornalística e grande interesse da sociedade. É natural, pois, que também o mercado editorial se volte para os temas e os personagens da disputa. A Record está nessa. E com força.

Desde o fim de 2013, há quase três anos, pensamos sobre qual seria a natureza de nossa contribuição para o debate. Tudo começou com uma reflexão acerca de importante e bem-sucedida tradição editorial brasileira: a dos livros de divulgação histórica escritos por jornalistas – Laurentino Gomes, Eduardo Bueno e Pedro Doria, entre outros.

Ao contemplarmos esse cenário de sucesso, ocorreu-nos que talvez houvesse um filão comercial a ser explorado com livros que apresentassem – de maneira igualmente simples, direta e bem-humorada – a história de eventos decisivos para países que não o Brasil. Cerca de um ano depois, a agente Luciana Villas-Boas me procuraria com este O grande experimento, de Marcel Novaes, já pronto. E pronto! Era exatamente o que procurávamos: uma obra que iluminasse, com generosidade, uma das mais influentes revoluções da história, a que resultou na independência dos EUA, no entanto pouquíssimo conhecida entre nós.

Apresentando a sólida base a partir da qual se construiu aquela grande nação, tínhamos ali um dos lançamentos por meio dos quais tratar da eleição norte-americana de 2016. Queríamos mais um, porém. Algo que se casasse a O grande experimento, que lhe fosse complementar.

Há muito tempo os leitores dos livros de nossa linha liberal/conservadora pediam uma biografia de Ronald Reagan. As que existiam, contudo, muito grandes, por vezes enfadonhas, não se encaixavam no que procurávamos: um texto dinâmico, escrito como thriller, com pegada jornalística, que perpassasse a vida de um dos maiores presidentes da história dos EUA aprofundando-se apenas sobre os grandes acontecimentos de sua vida, sobretudo os oito anos em que residiu na Casa Branca. E então li esta biografia escrita por Bill O´Reilly e Martin Dugard. Era o que buscava. Um livro comercial, delicioso, que lembrasse aos simpatizantes do Partido Republicano, hoje às voltas com Donald Trump, que um dia tiveram um Ronald Reagan.

Estava formada – ajustada, sintonizada, poderosa – a dupla da Editora Record para mais um momento histórico. Acho que acertamos.

 Editor executivo de não-ficção e ficção nacional da Editora Record.

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