Dica de leitura

Nossos favoritos de 2016 – parte 4

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Foram mais de 400 livros lançados em 2016 por todas as editoras e selos do Grupo Editorial Record. A lista é abrangente, e tem de romances a biografias, de ensaios a coletâneas, títulos infantis e juvenis, nacionais e estrangeiros. Mas é claro que todo mundo tem seus favoritos, e não é diferente conosco aqui no grupo. Alguns funcionários elegeram os três livros de que mais gostaram este ano, e contam aqui no blog quais foram eles. Hoje, a assessora de imprensa Thaís Britto fala de suas leituras de 2016.

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“Outro dia”, de David Levithan, Galera

O livro é a mesma história contada em “Todo dia”, mas com uma mudança de protagonistas. Explicando melhor: em “Todo dia”, o enredo era centrado em A., adolescente que, a cada dia, acorda num corpo diferente: um exercício de empatia literal que só a ficção poderia proporcionar. Um dia, A. pode ser menino, no outro, menina; um dia feliz, noutro deprê, até o dia em que ocupa o corpo de Justin e se apaixona por sua namorada, Rhiannon. E em “Outro dia”, a ação se concentra justamente na menina. Se o primeiro livro é uma trama sobre empatia e aceitação, neste, com a narração de Rhiannon, Levithan pode explorar outros temas como relacionamento abusivo e autoestima. Sensibilidade e doçura são características recorrentes do autor, cujos livros estão sempre os meus favoritos, mas aqui neste combo ele se supera. Talvez a empatia seja um dos sentimentos que anda mais em falta no mundo, e estes dois livros são um verdadeiro atestado de sua importância. Mas, claro, apesar de todos os temas “sérios”, a trama é uma história de amor jovem, fofa e delicada. <3

“Vamos juntas?”, de Babi Souza, Galera

A Babi é uma jornalista que, um dia, ao voltar pra casa e se sentir insegura no ponto do ônibus, teve uma ideia: porque as mulheres não se juntam nestes momentos de medo para andarem juntas? Criou uma página no Facebook que reúne muitos depoimentos incríveis e lançou o livro este ano. Além de lindo e fofo, o livro é uma introdução maravilhosa a assuntos como sororidade e feminismo de maneira super didática para mulheres de todas as idades, sem complicação. A gente sabe que o feminismo está em voga (ainda bem!) e que tudo gera muita discussão e muitas dúvidas. Por isso o “Vamos juntas?” é tão importante: é um guia para começar a pensar sobre o tema, desconstruir mitos (tipo amizade entre mulheres sempre envolve competição), e entender a importância de unir-se umas à outras. Claro que o livro é voltado para as mulheres, mas também pode ajudar muito homem perdido a começar a entender o que está acontecendo por aí, viu?

“Distância de resgate”, de Samanta Schweblin, Record

É bem difícil escrever algo sobre este livro, o romance de estreia da escritora argentina. A trama é quase inexplicável, a “sinopse” não é bem sobre o que o livro é e, ao mesmo tempo, não é exatamente o que importa. O que dá pra dizer é: eu peguei este livro e li em duas, três horas, de um tacada só, sem conseguir parar. Acho que é a melhor maneira de lê-lo, inclusive – é bem pequeno, tem 144 páginas. A trama acompanha as amigas Amanda e Carla e seus respectivos filhos, Nina e David, que lidam com uma contaminação por pesticidas em uma pequena cidade rural. Mas isso não diz muito, na verdade. Escrita no formato de uma conversa, a narrativa é perturbadora, angustiante, difícil de largar. E o livro fala de muitos assuntos, dentre eles a relação complicada entre mães e filhos – o próprio termo que dá nome ao livro é derivado da pressão constante da maternidade -, a vida no ambiente rural no século XXI, família e tradições. E no meio de tudo isso ainda há uma trama sobrenatural e um tanto assustadora sobre migração de almas. É um livro muito poderoso e fascinante, definitivamente o melhor que li este ano.

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