Dica de leitura

Nossos favoritos de 2016 – parte 7

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Foram mais de 400 livros lançados em 2016 por todas as editoras e selos do Grupo Editorial Record. A lista é abrangente, e tem de romances a biografias, de ensaios a coletâneas, títulos infantis e juvenis, nacionais e estrangeiros. Mas é claro que todo mundo tem seus favoritos, e não é diferente conosco aqui no grupo. Alguns funcionários elegeram os três livros de que mais gostaram este ano, e contam aqui no blog quais foram eles. Hoje, a assessora de imprensa Mariana Moreno  fala de suas leituras de 2016.
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Açúcar de melancia, de Richard Brautigan, José Olympio

Quando vi o nome desse livro pela primeira vez aqui nos e-mails da editora, joguei no Google e apareceu: 6 g, a quantidade de açúcar em 100 gramas de melancia. Até achei legal confirmar que a fruta é bem saudável porque adoro suco de melancia, mas queria mesmo era saber mais sobre essa história com um nome tão diferente. “Açúcar de melancia” é um livro do ícone da contracultura americana Richard Brautigan lançado no fim da década de 1960 e que recebeu sua primeira edição brasileira esse ano pela José Olympio. A capa é fofíssima e tem um quê de surrealismo, exatamente como a história. Ambientado em um universo distópico, onde quase tudo é feito de açúcar de melancia,o livro mostra, por meio de um narrador que nunca diz seu nome, a rotina dos moradores e dos vizinhos do vilarejo euMORTE. Tirando algumas curiosidades da natureza, como rios que medem 1 cm, parece um lugar normal, até que alguns personagens começam a agir de forma estranha e casos assustadores começam a ser relatados.  Por meio de diálogos curtos, repetitivos e infantilizados, o escritor ironiza nosso próprio cotidiano enquanto nos lança em seu universo non-sense. É um livro sem compromisso com a compreensão linear. É na verdade uma experiência de leitura e embarque num universo lúdico e ao mesmo tempo aterrorizante de Brautigan.

O menino de dedo verde, de Maurice Druon, José Olympio

Clássico da literatura infanto-juvenil, “O menino do dedo verde” ganhou também pela José  Olympio uma edição especial em capa dura com ilustrações do artista plástico mineiro Walter Lara. A história, que já conquistou leitores de todas as idades, tem como protagonista o menino Tistu, que tem um poder especial: tudo que é tocado por ele fica coberto de flores. Com seu talento oculto, ele provocará transformações inesperadas no presídio, no hospital, no zoológico e até na fábrica de seu pai. A edição caprichada merece um lugar de destaque na estante.

Céus e Terra, de Franklin Carvalho, Record

O Prêmio Sesc já faz história revelando grandes talentos da literatura nacional. Neste ano, o ganhador na categoria romance foi o baiano Franklin Carvalho com o livro “Céus e Terra”, sem dúvidas um dos meus preferidos de 2016. A história tem como protagonista um menino de 12 anos que, após morrer, acompanha a rotina de uma pequena cidade do sertão baiano, mergulhando em seus símbolos e tradições. A narrativa de Franklin é tão envolvente e carismática que torna leve uma narrativa que começa de forma macabra. As reflexões do autor sobre  vida e  morte são belíssimas. Dá vontade de ficar voltando as páginas para relê-las. Fiz isso várias vezes.

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