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No dia em que García Márquez completaria 90 anos, leia trecho de sua autobiografia

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Por Claudia Lamego

A editora Record publica, desde 1973, toda a obra de Gabriel García Márquez, Prêmio Nobel de Literatura em 1982 e um dos mais importantes escritores da América Latina e do mundo. Hoje, dia 6 de março, Gabo completaria 90 anos de idade. Até hoje, só no Brasil, foram quase 3 milhões de exemplares vendidos, incluindo “Cem anos de solidão”, uma das obras mais influentes do século XX, e que completa 50 anos de sua primeira publicação em 2017. Desde 2013, a editora vem reeditando, com novo projeto gráfico, toda a obra do autor, com mais de 30 títulos. No ano passado, a Record fez uma edição em capa dura de “O amor nos tempos do cólera”, para celebrar os 30 anos desse clássico no Brasil. Em maio, sai edição especial, também em capa dura, para celebrar o cinquentenário de “Cem anos de solidão”.

Leia aqui  o primeiro capítulo de sua autobiografia, “Viver para contar”, na qual García Márquez conta episódios de sua vida que, mais tarde, utilizaria em sua ficção. Na página 23, por exemplo, ele lembra a primeira vez em que passou pela fazenda Macondo, numa viagem de trem para Aracataca, com sua mãe:

“Esta palavra tinha chamado a minha atenção desde as primeiras viagens com meu avô, mas só depois de adulto descobri que gostava de sua ressonância poética. Nunca a ouvi de ninguém, nem sequer me perguntei o seu significado. Já a tinha usado em três livros como nome de um povoado imaginário, quando soube numa enciclopédia qualquer que é uma árvore do trópico parecida à paineira, que não produz flores nem frutos, e cuja madeira esponjosa serve para fazer canoas e esculpir utensílios de cozinha. Mais tarde descobri na Enciclopédia Britânica que em Tanganica existe a etnia errante dos makondos e pensei que aquela poderia ser a origem da palavra. Mas nunca investiguei isso nem conheci a árvore, pois muitas vezes perguntei por ela na zona bananeira e ninguém soube me dizer nada. Talvez não tenha existido jamais.”

Felizmente, García Márquez reinventou a palavra e a transformou num dos lugares mais conhecidos da história da literatura.

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