Na imprensa

Marcus Vinicius Faustini escreve sobre “Ferrugem”

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Marcus Vinicius Faustini dedicou sua coluna nesta terça, no Segundo Caderno, do jornal O Globo, a suas delicadas impressões sobre “Ferrugem”, de Marcelo Moutinho, lançado pela Record. Leia abaixo um trecho do texto, e veja a coluna inteira no site do veículo.

 

A ferrugem de Marcelo Moutinho

Novo livro do escritor carioca traz leves flagrantes do cotidiano da cidade

“Ferrugem”, novo livro de contos do carioca Marcelo Moutinho, monta uma boa armadilha para o leitor. A partir de leves flagrantes do cotidiano da cidade, o autor vai nos conduzindo por instantes de densidade emocional na vida dos personagens onde cabem expectativas sentimentais de uma vida inteira. A ferrugem pode ser vista como prova de maus cuidados, má proteção ou até apodrecimento. Mas a ferrugem de Moutinho é outra. É a presença de rastros de vidas que capturam nossa atenção. É um livro que nos convida ao melhor da tradição do gênero — riso gostoso com as situações contadas e partilha de raras emoções.

Quando comecei a ler contos, na distante e amada coleção “Para gostar de ler”, a descoberta do gênero foi uma das melhores impressões que a literatura me causou. Ao ler os contos, “me pegava rindo na mente” — era a justa expressão que usava na época. Era bom sentir aquilo. O modo dos autores, como Paulo Mendes Campos e Rubem Braga, narrarem situações parecia familiar, mas com a concentração temporal do gênero trazia riso, mas também um ritmo pausado na respiração acompanhado da constatação: eu sinto um lance assim, mas não sabia que sentia assim. A lente de aumento no cotidiano e as fugas para mergulhos em aspirais de sentimentos foram duas estruturas que o gênero conto me apresentou como forma de perceber a vida. A leitura do novo livro de Marcelo Moutinho refez esse laço com o conto.

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