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João Gilberto Noll morre aos 70 anos

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Um dos grandes autores da literatura brasileira, João Gilberto Noll ganhou muitos prêmios ao longo da carreira, entre eles o Jabuti, cinco vezes, e o APCA. É conhecido por ter escrito alguns dos melhores contos na história do gênero literário no Brasil, além de romances igualmente premiados. Nasceu em Porto Alegre, em 1946. Aos 21 anos, iniciou o curso de Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde foi colega de Caio Fernando Abreu, mas apenas concluiu seus estudos na Faculdade Notre Dame do Rio de Janeiro, pois se mudou para a cidade ainda jovem. Na época, trabalhou na redação dos jornais Folha da Manhã e Última Hora, e, posteriormente, publicou contos no Folha de S. Paulo e no Correio Braziliense.

Estreou na Literatura com a publicação de “O cego e a dançarina”, em 1980, marcando o início de uma escrita inovadora para sua época, de linhas livres e soltas, permeadas num fluxo de narrativa compulsivo. O livro de contos lhe rendeu diversos prêmios, tais como revelação do ano, da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), ficção do ano, do Instituto Nacional do Livro, e o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro. Um dos contos da obra, “Alguma coisa urgentemente”, foi adaptado mais tarde para o cinema, sob a direção do cineasta Murilo Salles. Outros de seus escritos também foram adaptados para o teatro.

O escritor publicou dezenove livros, parte deles traduzidos para o espanhol, inglês e italiano. Entre eles “Acenos e afagos”, “A fúria do corpo”, “Bandoleiros” e “Lorde”. Este último foi fruto de sua experiência como escritor-residente no King’s College, quando morou dois meses na Inglaterra, em 2004. O autor também foi contemplado com bolsas de estudo nos Estados Unidos mais de uma vez, além de ser convidado como conferencista por diversas universidades.

Entre os diversos prêmios que recebeu destaca-se o Jabuti, em cinco ocasiões: 1981, 1994, 1997, 2004 e 2005. Em 2007, a reunião de contos “A máquina do ser” ganhou o prêmio de melhor livro de contos do ano, pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e o Prêmio Bravo! Prime, de melhor livro do ano, conferido pela Revista Bravo. Pela mesma revista, conquistou com o romance “Harmada” um lugar na lista dos 100 livros essenciais brasileiros em qualquer gênero e em todas as épocas. O autor também foi selecionado para figurar no livro “Os cem melhores contos brasileiros do século”, no ano 2000.

João Gilberto Noll morreu nesta quarta-feira, 29 de março, em Porto Alegre. O falecimento foi confirmado nesta manhã, pela família do escritor. O velório está sendo realizado ao longo do dia, e ele será enterrado às 18h no cemitério João XXIII, na capital gaúcha. O Grupo Editorial Record lamenta profundamente a perda de um dos grandes autores de seu catálogo.

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