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Nova edição de “Belas maldições”, de Neil Gaiman e Terry Pratchett, chega às livrarias

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Parceria entre dois dos maiores autores de fantasia do mundo, “Belas maldições”, de Neil Gaiman e Terry Pratchett, é o livro favorito de muitos fãs do gênero. Em maio, a Bertrand Brasil lança edição revisada e com capa renovada da obra, que vai ganhar uma adaptação para a TV em 2018.

A trama acompanha dezenas de personagens no que parecem ser os últimos dias antes do fim do mundo. Crowley, um demônio, e Aziraphale, um anjo, representam o que há de Bom e Mau no planeta. Mas, depois de 4 mil anos vivendo por aqui, eles se tornaram grandes amigos e desenvolveram certo gosto pela humanidade. Para tentar evitar o armagedom, eles precisam encontrar o Anticristo, um menino de 11 anos.

Mas a tarefa não será das mais fáceis, porque aparentemente o Anticristo foi confundido na maternidade e acabou crescendo no lugar errado, com a família errada. No caminho, eles ainda vão topar com uma jovem bruxa que foi a única a prever corretamente o fim do mundo, alguns caçadores de bruxa e até os quatro cavaleiros do apocalipse, que têm trabalhos bem mundanos: Guerra e Fome, por exemplo, são respectivamente uma repórter correspondente de guerra e um magnata do fast food.

Descrito pelo jornal San Francisco Chronicle como “o Livro do Apocalipse como se fosse reescrito pelo Monty Python”, “Belas maldições” reúne as melhores características dos dois autores, num mergulho hilário e um tantinho nonsense num mundo de fantasia cheio de referências.

Produzida pela BBC Studios, a série de TV inspirada em “Belas maldições” será exibida pela Amazon em 2018. O próprio Neil Gaiman escreveu os roteiros dos seis episódios. “Há quase 30 anos, Terry Pratchett e eu escrevemos o livro mais engraçado que conseguimos conceber sobre o fim do mundo, povoado por anjos, demônios, um anticristo de 11 anos e os quatro cavaleiros do apocalipse. É o livro favorito de muita gente. E, três décadas depois, ele vai chegar às telas. Gostaria que Sir Terry estivesse vivo para ver isso”, disse Gaiman num comunicado em janeiro, quando a produção foi anunciada.

 

Leia abaixo um trecho do livro:

“Muitos, ao conhecer Aziraphale, formavam três impressões: de que ele era inglês, de que ele era inteligente e de que ele era mais gay que uma árvore repleta de macacos chapados com óxido nitroso. Duas das três estavam erradas: o Céu não fica na Inglaterra, apesar do que certos poetas possam ter pensado, e anjos não têm sexo a menos que queiram mesmo fazer um esforço. Mas inteligente ele era. E aquela se tratava de uma inteligência angélica que, ainda que não particularmente mais elevada que a inteligência humana, era muito mais ampla e tinha a vantagem de anos de prática.

Aziraphale foi o primeiro anjo a possuir um computador. Era uma máquina baratinha, lenta e de plástico, muito alardeada como ideal para o pequeno empresário. Aziraphale o usava religiosamente para fazer suas contas, que eram de uma precisão tão escrupulosa que as autoridades de renda o investigaram cinco vezes, sob a crença firme de que ele tinha que estar dissimulando um crime em algum lugar.”

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