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viver para contar– Que Macondo, a cidade fictícia criada por Gabriel García Márquez em Cem anos de solidão, era uma fazenda que o escritor avistava, no caminho de trem para Aracataca, sua cidade natal? Em sua autobiografia, Viver para contar, ele diz que descobriu depois que Macondo era também uma árvore: “Soube, numa enciclopédia qualquer, que é uma árvore do trópico parecida à paineira, que não produz flores nem frutos, e cuja madeira esponjosa serve para fazer canoas e esculpir utensílios de cozinha. Mais tarde descobri na Enciclopédia Britânica que em Tanganica existe a etnia errante dos makondos e pensei que aquela poderia ser a origem da palavra. Mas nunca investiguei isso nem conheci a árvore, pois muitas vezes perguntei por ela na zona bananeira e ninguém soube me dizer nada. Talvez não tenha existido jamais.”

– Outro segredo sobre Macondo é que o povoado imaginário já tinha aparecido em três romances anteriores de Gabo, que não fizeram sucesso.

primeira capa de cem anos na argentina– Que Cem anos de solidão teve a sua primeira edição publicada na Argentina e que, nessa época, Gabo morava no México? Na época, o escritor passava por dificuldades financeiras, mas acreditava que Cem anos seria a obra de sua vida. Segundo matéria da Folha de São Paulo, para escrever o novo livro, Gabo entregou à mulher, Mercedes Barcha, os últimos US$ 1.500 que havia recebido por um trabalho e pediu que ela pagasse as contas dali em diante, por seis meses, com esse dinheiro. Mas o escritor levou 18 meses para acabar o livro.

– A falta de dinheiro era tanta que, acabado o livro, Gabo e a mulher não tiveram como pagar o envio dos originais, pelo correio, à Argentina. Assim, Márquez decidiu enviar só a metade. Como o editor gostou, mandou-lhe um adiantamento e finalmente pôde receber o resto. E que resto!

Capa Cem Anos de Solidão Nova DS.ai– Cem anos de solidão foi lançado com alarde na Argentina pela Editorial Sudamericana. Seus oito mil exemplares iniciais esgotaram-se em apenas 15 dias. Na viagem a Buenos Aires para o lançamento, o autor já tinha virado uma celebridade local. Porém, como era supersticioso, jamais voltou a botar os pés na capital portenha. Segundo os amigos, Gabo dizia que lá tinha começado tudo e, se voltasse, poderia também terminar…

– Jorge Luis Borges seria um dos escritores que não gostavam de Cem anos. Segundo amigos, ele teria dito, mas nunca escrito, que “50 anos bastavam” ao romance. Mais uma lenda, entre tantas, que envolve a vida do escritor colombiano que inventou o realismo mágico.

– Um exemplar da primeira edição de Cem anos de solidão foi roubado na Feira Internacional do Livro de Bogotá, em 2015? O livro estava em uma vitrine trancada a chave no pavilhão dedicado a Macondo. A feira homenageou o escritor no primeiro aniversário de sua morte.

cem anos super sellers– A Record publicou o romance no Brasil em 1977, e o livro vendeu mais de 500 mil exemplares desde então.

– O Grupo Record transportava seus livros para as livrarias em kombis com os dizeres “Aqui viajam os autores Prêmio Nobel e os maiores best-sellers”. Cem anos de solidão, com certeza, foi transportado num desses veículos.

– Em 1982, quando ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, Gabriel García Márquez já tinha vendido, só em castelhano, 25 milhões de exemplares de Cem anos de solidão.

SUECIA-GARCÍA MÁRQUEZ-NOBEL

– Aos 80 anos, em 2007, Gabo chegou à marca dos 50 milhões de exemplares vendidos. Segundo Eric Nepomuceno, tradutor da obra para o português, em artigo para o jornal Valor Econômico, “os leitores de ‘Cem anos de solidão’ poderiam formar um dos 20 países mais povoados do mundo”.

– E você, faria parte desse país? Tem uma história para contar sobre o livro que marcou gerações? Compartilhe conosco.Árvore genealógica dos Buendia

 

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