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“Bolshoi confidencial”, de Simon Morrison

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Teve quem achasse que o filme “Cisne Negro”, estrelado por Natalie Portman, exagerou na representação do competitivo universo da dança, mas um episódio ocorrido em 2013, dois anos após o lançamento do longa, pode ter feito algumas pessoas mudarem de ideia. Naquele ano, em janeiro, o Bolshoi esteve na capa dos principais jornais do mundo, quando o diretor artístico Sergei Filin foi vítima de um ataque com ácido que quase o deixou cego. O mistério sobre a agressão foi desvendado pouco tempo depois por um bailarino que assumiu ter planejado o crime. A motivação? Vingar o fato de sua namorada não ter sido escolhida para o papel principal, justamente numa encenação de “O Lago dos Cisnes”.

O caso de Sergei é apenas um dos que revelam os embates e intrigas que fazem parte da história de uma das principais companhias de balé do mundo. Em “Bolshoi confidencial”, o professor de música de Princeton Simon Morrison, que teve acesso a fontes exclusivas e a arquivos governamentais, reconstitui os traços políticos que unem a instituição a diferentes regimes russos:

“O Bolshoi é a mais russa das instituições culturais, e o balé a mais russa das artes. Desde a sua fundação, em 1776, o governo o encarou como um emblema de poder, fosse ideológico, comercial ou ambos, e o balé do Bolshoi, seu estilo musculoso, seu brilho e a insistência consciente da sua própria importância histórica, também capta algo emblemático”, afirma Morrison no livro.

De um lado, “Bolshoi confidencial” mostra que a história do balé caminha par a par com a história da nação russa e de outro narra a vida dos bailarinos, do palco às coxias, num cenário ao mesmo tempo turbulento e redentor.

A obra chega às livrarias no fim de setembro pela Editora Record.

Leia aqui a introdução da obra.

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