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Dois livros do grupo entre os eleitos do Prêmio APCA

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A APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) revelou nesta segunda-feira à noite suas escolhas entre as melhores produções de 2017 no universo cultural. O tradicional prêmio elege suas listas de melhores do ano em diversas categorias, de cinema a música erudita, de teatro infantil a televisão, de literatura a arquitetura.

Entre os sete livros premiados, dois são do Grupo Editorial Record. “Nunca houve tanto fim como agora” (Record), de Evandro Affonso Ferreira, foi escolhido como o melhor romance/novela; já “Raízes do conservadorismo brasileiro” (Civilização Brasileira), de Juremir Machado da Silva, é o vencedor em ensaio/teoria e/ou crítica literária/ reportagem.

Leia abaixo sobre os dois livros vencedores:

Capa Nunca houve Tanto Fim Como Agora MFNUNCA HOUVE TANTO FIM COMO AGORA | Evandro Afonso Ferreira |Record

Vítimas do abandono, cinco personagens sobrevivem nas ruas de São Paulo, entre ranhos e remelas, ao relento. Em suas conversas, gritos, tosses e divagações, cinco “ácaros topográficos” buscam o sentido da vida, denunciando o desdém geral dos transeuntes.Escritor premiado, Evandro Affonso Ferreira alcança, neste romance, um raro equilíbrio entre apuro literário, inovação linguística, reflexão filosófica e crítica social. Resistindo ao apelo das narrativas uniformizadas, que atualmente se confundem no vazio, Evandro tem pacientemente cultivado, ao longo de décadas, o próprio estilo. O resultado é único: uma voz contundente, ao mesmo tempo honesta e erudita, reconhecida pelo leitor desde as primeiras linhas, como ocorre nos maiores nomes de nossa literatura. Leia entrevista com o autor aqui.

Raízes do conservadorismo brasileiroRAÍZES DO CONSERVADORISMO BRASILEIRO | Juremir Machado da Silva | Civilização Brasileira

Partindo da análise de discursos políticos e jornalísticos do início do século XIX, o autor identifica fundamentos conservadores que permearam o contexto da assinatura da Lei Áurea e sobre os quais foi erigida, um ano e meio depois, a República brasileira. Ciente de que a liberdade não foi uma concessão, mas uma árdua conquista das pessoas negras, o autor demonstra como a estrutura do capitalismo comercial escravista se traduziu – e ressoa ainda hoje – numa intrincada legislação, elaborada para atender a determinados interesses, e num imaginário cultural e ideológico, edificado para justificar a manutenção de privilégios – mesmo que isso implicasse, na época, a desumanização e a coisificação de pessoas. Em texto ágil, o autor desvela as origens do conservadorismo e a história da busca pela igualdade social no Brasil. Leia entrevista com o autor aqui.

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