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Livro relaciona fenômenos cotidianos às leis universais da física de um jeito leve e informal

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Estourar pipoca, mexer uma xícara de café com leite e colocar um ímã na geladeira são ações absolutamente prosaicas e habituais no cotidiano de todo mundo. Mas cada um desses movimentos é regido por leis universais da física, que podem ajudar, de forma simples, a compreender fenômenos muito maiores e mais complexos. Esta é a premissa de “Tempestade numa xícara de chá”, que chega às livrarias pela Record em fevereiro. Com uma prosa informal e divertida, a pesquisadora Helen Czerski mostra que é possível olhar de outra forma para eventos corriqueiros – e ver ciência neles.

“Existe um certo esnobismo em relação à ciência que encontramos nas cozinhas, nos jardins e nas ruas. Ela é vista como um passatempo infantil, uma distração trivial de importância para os jovens, mas não tem utilidade para os adultos. Um adulto pode comprar um livro sobre como o universo funciona, o que seria visto como apropriado para sua idade. Mas essa atitude ignora um fato muito importante: a mesma física se aplica a qualquer lugar. Uma torradeira pode lhe ensinar algumas das leis mais fundamentais da física, e a vantagem em se aprender com uma torradeira é que você provavelmente já tem uma, e pode vê-la funcionando ali mesmo na sua frente”, escreve a autora na introdução do livro.

Assim, Czerski aponta as semelhanças entre uma tempestade tropical e uma xícara de chá sendo mexido; compara os pigmentos do exoesqueleto de escorpiões com os coletes de ciclistas noturnos – dica: ambos refletem luz negra; dá uma lição sobre o eletromagnetismo do planeta explicando por que determinadas moedas são atraídas por ímãs e outras, não. Ela conta ainda, por exemplo, que é uma pequena quantidade de água dentro do milho que, quando aquecida, faz com que ele estoure na pipoca – nada menos que uma explicação para o princípio dos gases; e ilustra o princípio da gravidade com um experimento simples: soltar algumas passas dentro de uma garrafa de refrigerante.

Ela fala ainda sobre processos que não conseguimos ver pois as moléculas são muito pequenas, mas que são possíveis de entender graças a fatos do cotidiano. Assim, ela relaciona as manchas de café – que escurecem na borda e somem no meio – à nata do leite e ainda às pequenas partículas que expelimos ao espirrar. Neste mesmo capítulo, fala ainda das sequóias gigantes e de como seu mecanismo de absorção de água pode ser comparado ao de uma toalha. No capítulo dedicado a “coisas que giram”, a autora fala de bicicletas a pizzaiolos, passando por colheres em xícaras de chá, até chegar à rotação da Terra.

A habilidade de Czerski de despertar o interesse pela ciência em leigos é impressionante, e não é de agora: ela apresenta regularmente programas sobre física, o oceano e a atmosfera na BBC. Suas séries recentes incluem “Colour: The Spectrum of Science”, “Orbit: Operation Iceberg”, “Supersense” e  “Dara O’Briain’s Science Club”.

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