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Grupo Record inaugura podcast com programa sobre o selo feminista Rosa dos Tempos

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O Podcast da Rosa estreia hoje nas redes sociais do Grupo Editorial Record com um programa sobre o livro “Feminismo em comum”, obra da filósofa e escritora Marcia Tiburi, obra que marca a volta da Rosa dos Tempos ao mercado literário. O selo, criado em 1990, marcou época lançando no Brasil clássicos do movimento feminista brasileiro e mundial, com a editora Rose Marie Muraro à frente.

Nesse primeiro bate-papo, Marcia Tiburi e Livia Vianna, gerente de marketing do catálogo literário da editora, conversaram com a jornalista Claudia Lamego sobre a importância da retomada do selo num momento em que o feminismo voltou à pauta nos debates sobre violência contra a mulher e luta por direitos de igualdade – como equiparação de salários e fim do machismo nas relações de trabalho, sociais e familiares.

“A Rose Marie, que criou o selo na Record, publicou obras importantes, feministas ou femininas, numa época em que não havia uma editora ou selo fazendo isso no Brasil. Eu e minhas colegas filósofas, professoras, sentíamos muita falta de livros assim. Faltavam publicações para organizar essa representação das mulheres”, diz Marcia Tiburi. “É importante falarmos de representação porque, dentro do grupo, o selo se organiza como um coletivo. Ou seja, um modelo totalmente feminista em que várias editoras se juntam para avaliar, comprar e publicar livros que tenham a ver com o que o selo propõe”, complementa Livia Vianna.

A conversa também girou em torno do livro, no qual a Marcia propõe um diálogo entre os diversos campos feministas, incluindo também outras minorias no debate. Marcia e Livia, que viajaram juntas na “Caravana feminista” de lançamentos, falaram da importância de terem marcado os primeiros eventos no Nordeste e ouvido as questões das mulheres dessa região.

Além do Podcast da Rosa, que terá um programa especial para cada livro lançado do selo, ao longo de 2018, o Grupo Record planeja outros programas e séries em torno de outras editoras da casa. Este primeiro foi produzido pelo jornalista Soares Júnior, professor da PUC, com passagens pela Rádio Globo e CBN. Para Bruno Zolotar, diretor de marketing do Grupo Record, o podcast é mais uma importante ferramenta nesse vasto mundo da comunicação:

“O podcast está cada vez mais forte com ferramenta de marketing. Ele é versátil, pode ser baixado, ouvido no carro, no smartphone, difundido por outras redes sociais, inclusive por Whatsaap e é extremamente apropriado, principalmente, para editoras de nicho como a Rosa. Nossa ideia não é somente ter um Podcast da Rosa para falar dos lançamentos, mas mais do que isso, para falar do universo do feminismo e de temas ligados a ele. O que buscamos com o podcast e as redes sociais da Rosa é construir uma comunidade de pessoas  que se interessa pelo assunto e que quer discuti-lo.”

O próximo Podcast da Rosa será sobre o livro “Mamãe & Eu & Mamãe”, da escritora e ativista negra Maya Angelou.

Ouça aqui o primeiro programa.

Comentários
  • Erlangueiro

    Nem assim a editora ouve seus leitores.

    Estou há mais de um ano perguntando sobre reimpressões do Michel Houellebecq e a Record nem se digna a responder um “não vai ter mais, p***”.

    Antes uma resposta idiota (vide Companhia das Letras) do que silência.

    sigh

    • Bruno Zolotar

      Erlangeiro, pode enviar seu email para que a gente possa te enviar uma resposta?

      • Erlangueiro

        Me desculpe, mas acho que a editora deveria rever como interage com o leitor. Do que adianta ter Twitter, Instagram sendo que só respondem o óbvio e retuítam puxa-sacos?

        A Suma, agora selo da Companhia das Letras, respondeu até perguntas sobre a tradução de “O Problema dos Três Corpos” (no caso, foram honestos de dizer que se tratava de uma retradução e não tradução direta).

        Eu terminei de ler a edição de “Vernon God Little” da editora Record e perdi toda a minha esperança. Tradução fraca, edição porca, zero revisão e até o CIP está incorreto!!! Soma-se a isso o texto extremamente prepotente de um dos cabeças da editora nesse mesmo blog e o que resta é uma desconfiança de compartilhar email de forma pública (a Companhia das Letras me mandou um email sem eu ter que fornecê-lo. Quem modera a plataforma Disqus tem essa capacidade).

        Só fico triste que uma das maiores editoras do país está tão por fora de como interagir com o seu público.

        Se não respondem comentários, Twitter ou email, fechem esses espaços de interação que seria mais honesto por parte da editora.

        Ainda bem que o último livro dele não está mais com a Record. Eu acabei comprando “Plataforma” da Relógio D’água e “A Possibilidade de Uma ilha”, usado, da Dom Quixote. O preço desses duas versões importadas de Portugal ainda ficou mais em conta do que a edição nacional de “A Possibilidade de Uma Ilha” da Record.

        Em suma, a Record não me deve nada, mas nesse mercado tão frágil como o nosso, não é bom tratar o leitor como um lixo.

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