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José Olympio lança edição de “As três Marias” com conteúdo inédito

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Quarto romance de Rachel de Queiroz, “As Três Marias” é considerado um dos livros mais autobiográficos da escritora cearense.  Lançada pela primeira vez em 1939, a obra se relaciona com a vida da autora tanto pela sua ambientação quanto pelos seus personagens. A história se passa no colégio da Imaculada Conceição, em Fortaleza, onde Rachel estudou e ficou amiga de Odorina Castelo Branco e Alba Frota. Surgia então, o grupo das três Marias da vida real.

O trio ficcional é formado por Maria Augusta, Maria da Glória e Maria José, que se encontram no orfanato e dividem suas histórias dramáticas e seus desejos de liberdade. “Uma volta a um tempo afetivo, à infância, ou, melhor, uma volta a algum rito de passagem difícil de transpor. A separação da família, a solidão e os medos de uma menina neste universo sempre hostil que é o universo dos internatos de moças”, define Heloisa Buarque de Hollanda em prefácio à edição”.

No texto, que a pesquisadora prefere nomear como uma “carta aberta”, ela reflete sobre a resistência de Rachel em ser considerada uma escritora feminista: “Hoje, é impossível não reconhecer, no conjunto de sua obra, a galeria mais expressiva de personagens femininas independentes, destemidas e progressistas de nossa literatura. E aqui vai uma indiscrição: a meu ver, todas, sem exceção, desenhadas a sua imagem e semelhança, quase autobiográficas”, escreve.

No romance de formação, a autora cria novos destinos para as amigas e percorre a fase da juventude e dos dilemas da vida adulta, enaltecendo as escolhas individuais e difíceis de suas personagens femininas. Além do encarte com imagens das primeiras edições e lembranças da amizade das três Marias reais, o livro reúne um posfácio da organizadora Elvia Bezerra, coordenadora do acervo de literatura do Instituto Moreira Salles e também ex-aluna do colégio retratado no livro.

Por fim, o livro apresenta uma fortuna crítica com textos de Mário de Andrade e Fran Martins, publicados no ano de lançamento da obra. Martins descreve “As três Marias” como um livro admirável, mas defende que ainda não era “o livro” de Rachel de Queiroz. Mário, no entanto, afirma que lhe pareceu uma das obras mais belas e ao mesmo tempo mais intensamente vividas da literatura contemporânea brasileira.

O romance chega às livrarias neste mês de abril.

Leia aqui o prefácio escrito por Heloisa Buarque de Hollanda.

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