Dica de leitura

“Ganhar de lavada”, de Scott Adams

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A participação de Jair Bolsonaro no Roda Viva da última segunda, 30 de julho, registrou a maior audiência do programa da série de entrevistas com os presidenciáveis. Foi ainda a 2ª maior audiência geral do programa, ficando atrás apenas da participação do juiz Sérgio Moro.

Com um discurso controverso, sustentado à base de polêmicas,  Bolsonaro tem liderado as pesquisas com 20% das intenções de votos, apesar de sua rejeição chegar a 65%. Uma porcentagem um pouco maior do que os 59% que rejeitavam Donald Trump antes das eleições.

É inevitável a comparação entre os dois políticos. E para quem quer saber mais sobre como foi a evolução de Trump por lá para entender as chances de Bolsonaro por aqui, vale a leitura do livro “Ganhar de lavada”, de Scott Adams, lançado no Brasil pela Editora Record.

Autor das famosas tirinhas Dilbert, Adams se tornou uma espécie de analista político durante as eleições americanas. Ele foi uma das primeiras figuras públicas a prever a vitória de Donald Trump quando estatísticas apontavam que suas chances de ganhar eram de cerca de 2%.

“Ganhar de lavada”  utiliza o caso Trump para analisar como as ferramentas de persuasão podem funcionar em diversos contextos, mas o viés político ganha força neste ano de eleições por aqui:

“As emoções sempre se inflamam em anos eleitorais, e milhões de pessoas se concentram nos mesmos assuntos ao mesmo tempo. Isso significa um barril de gasolina e muitos fósforos no mesmo lugar. A última coisa de que o país precisava era de milhões de pessoas enlouquecendo simultaneamente. Eu esperava reduzir esse risco ao escrever sobre os talentos de persuasão de Trump e preparar o público para o que eu sabia estar chegando”, declara.

Hipnotista e estudioso de persuasão durante toda sua vida, Adams destaca no livro os limites do cérebro humano para perceber a realidade e o fato de estarmos programados para responder à emoção, não à razão: “Podemos ouvir 10% de um discurso, um gesto aqui, uma frase ali, e se os botões certos forem apertados, decidir que concordamos. Em seguida, inventamos razões para justificar nossa decisão”.

Bom, não se pode negar as semelhanças com o que se passa por aqui.

 

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