Dica de leitura

Análises sobre Trump ajudam a compreender o cenário eleitoral no Brasil

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Para quem quer saber mais sobre como foi a evolução de Trump por lá para entender as chances de Bolsonaro por aqui, vale a leitura do livro “Ganhar de lavada”, de Scott Adams, lançado no Brasil este ano pela Editora Record. Autor das famosas tirinhas Dilbert, Adams se tornou uma espécie de analista político durante as eleições americanas. Ele foi uma das primeiras figuras públicas a prever a vitória de Donald Trump quando estatísticas apontavam que suas chances de ganhar eram de cerca de 2%.

O livro utiliza o caso Trump para analisar como as ferramentas de persuasão podem funcionar em diversos contextos, mas o viés político ganha força neste ano de eleições por aqui:   “As emoções sempre se inflamam em anos eleitorais, e milhões de pessoas se concentram nos mesmos assuntos ao mesmo tempo. Isso significa um barril de gasolina e muitos fósforos no mesmo lugar. A última coisa de que o país precisava era de milhões de pessoas enlouquecendo simultaneamente. Eu esperava reduzir esse risco ao escrever sobre os talentos de persuasão de Trump e preparar o público para o que eu sabia estar chegando”, explica Scott.

Hipnotista e estudioso de persuasão durante toda sua vida, Adams destaca no livro os limites do cérebro humano para perceber a realidade e o fato de estarmos programados para responder à emoção, não à razão: “Podemos ouvir 10% de um discurso, um gesto aqui, uma frase ali, e se os botões certos forem apertados, decidir que concordamos. Em seguida, inventamos razões para justificar nossa decisão”.

“Não basta dizer não” analisa como os posicionamentos de Donald Trump podem agravar crises econômicas, sociais e políticas no mundo. Para a autora, a ascensão de Trump e sua agenda imprudente – que inclui um golpe corporativo no governo, culpabilização agressiva, incitações à guerra e um desprezo pela ciência climática em prol do uso frenético de combustíveis fósseis — acarreta ondas de desastres e choques para a economia, a segurança nacional e o meio-ambiente.

“Este livro é apenas uma tentativa de analisar como chegamos a este momento político surreal; como, de maneiras concretas, poderia ficar muito pior; e como, se não nos desorientarmos, podemos mudar o roteiro e chegar a um futuro radicalmente melhor”, diz a autora, que propõe várias ações para a resistência à política de choque que Trump tenta implementar.

Para Klein, Trump não é uma aberração, mas a extensão lógica das piores e mais perigosas tendências dos últimos cinquenta anos — as mesmas condições que vêm provocando uma onda crescente de nacionalismo branco pelo mundo. Não basta, ela nos diz, meramente resistir, dizer “não”. Nosso momento histórico exige mais: um “sim” inspirador, digno de confiança, um guia para reivindicar o território populista daqueles que buscam nos dividir — um que indica um curso ousado para conquistar o mundo justo e solidário que queremos e de que precisamos.

 

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