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5 dicas da autora Beth Evans para driblar a ansiedade

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Beth Evans é cartunista, tem 20 e muitos anos e desde criança sofre com crises de ansiedade e depressão.  A história dela certamente tem a ver com a de alguém que você conhece ou até mesmo com a sua. De acordo com a OMS, o Brasil tem a maior taxa de pessoas com transtorno de ansiedade no mundo e a quinta maior com depressão. A propósito, estamos na época da campanha “setembro amarelo”, de prevenção ao suicídio.

Uma das formas que Beth encontrou para lidar com os transtornos foi desenhar e compartilhar seus pensamentos e experiências no Instagram. Hoje o “Beth draws things” já tem mais de 250 mil seguidores e a página ganhou uma versão em livro: “Diário de uma ansiosa ou como parei de me sabotar”, lançado este mês pela Galera Record.

Vamos às dicas!

1- Tente não se comparar com os outros

comparando com os outros

A transição para a vida adulta é cheia desafios. Ainda mais em tempos de redes sociais. Com uma enxurrada de fotos e posts, é quase impossível não se comparar com os outros e em algum momento ter a sensação de que está ficando pra trás. Quem nunca ficou horas na internet fuxicando perfis e acabou apenas se sentindo para baixo? Beth lembra que é péssimo não se sentir tão bom quanto os outros porque para abandonar esse pensamento é preciso valorizar quem somos e o que fizemos, o que às vezes não é tanto quanto gostaríamos.  Por fim, ela alerta que sempre vai haver alguém, em algum lugar, se dando melhor que você. Também tem alguém pior que você. E o que é ser melhor ou pior? É um ciclo sem fim de competição totalmente desnecessário.

2-Celebre pequenas conquistas

terminar a temporada de uma série é tipo minha maior conquista

Para quem tem ansiedade, coisas simples podem parecer grandes desafios. Quando a cabeça não para, os pensamentos não desaceleram, às vezes não é fácil comer, ou parar de comer, dormir, ler, escrever, prestar atenção no que as pessoas falam ou até mesmo assistir um filme. Nessas horas, vale criar sua própria definição de sucesso e progresso. Pelo menos para esse dia.  Pode ter sido o fato de você ter conseguido ir a uma consulta médica ou ter se convencido a não procurar sei lá quem na internet.

3-Expresse seus sentimentos

fale sobre seus sentimentos

Beth conta no livro como tinha dificuldade de lidar com suas emoções. Isso porque sua insegurança a dizia que ela precisava ser perfeita. E, diante desta impossibilidade, ela se via ansiosa com medo de falhar. Ela fala que se tornou mestre em abafar qualquer emoção que a incomodava e se preocupava muito em ser flagrada chorando. Lágrimas se tornaram motivo de vergonha, até que ela começou a sentir que estava vivendo  de forma doentia. Bons ou ruins, legais ou vergonhosos, sentimentos são reais e vamos ter que lidar com eles a vida toda. Tentar escondê-los não ajuda em nada. Por falar nisso, já entramos no tema da próxima dica.

4-Peça ajuda

pedindo ajuda

Pedir ajuda às vezes é difícil porque a gente não quer se mostrar vulnerável para os outros. Significa deixar alguém entrar no seu mundo e permitir que veja o quão complicado você pode ser. E este é apenas um passo de um processo que não evolui de forma tão rápida. Começa com mudanças pequenas, de se aproximar das pessoas que você ama, avisar a quem você confia que você não está se sentindo bem, procurar terapia e tentar se reconectar aos poucos com as atividades de que você gosta. Não tem problema se as coisas não melhorarem do dia para a noite. Às vezes, mudar e melhorar leva tempo.

5-Faça as pazes com sua imperfeição

aceitação

Quando a gente fala para as pessoas evitarem se comparar com os outros (primeira dica do post), é comum ouvirmos aquele conselho que devemos nos comparar apenas com nós mesmos. Mas, ainda assim, é preciso cautela porque podemos imediatamente cobrar que estejamos sempre num processo crescente e nossa vida está mais para uma montanha russa. Beth fala que às vezes a gente se prende à ideia de que amor próprio é achar que somos incríveis 100% do tempo e que na verdade são coisas bem menos impressionantes, como tratar a si mesmo com respeito ou impedir nosso cérebro de se atacar. “Em um mundo em que somos ensinados a seguir um outro tipo de perfeição, ver beleza, às vezes na imperfeição, é o melhor a fazer”, completa.

 

 

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