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Guerra do século XIX ajuda a entender a Síria hoje

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“Duas guerras mundiais obscureceram a gigantesca escala e o enorme custo em vidas humanas da Guerra da Crimeia. […] Mesmo nos países que tomaram parte nela (Rússia, Grã-Bretanha, França, Piemonte-Sardenha, na Itália, e império otomano, incluindo aqueles territórios que posteriormente seriam Romênia e Bulgária), não há muitas pessoas hoje que possam dizer sobre o que foi a Guerra da Crimeia. Mas para nossos ancestrais, antes da Primeira Guerra Mundial, a Crimeia foi o maior conflito do século XIX, a guerra mais importante de suas vidas, assim como as guerras mundiais do século XX são os marcos históricos dominantes de nossas vidas.”

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Crimeia – A história da guerra que redesenhou o mapa da Europa no século XIX

(Crimea: The last cruzade)

Orlando Figes

Tradução: Alexandre Martins

R$ 104,90 | 602 páginas

Editora Record | Grupo Editorial Record

 

Crimeia é a história de uma guerra trágica, motivada pela crença fervorosa e populista, por parte do tsar Nicolau I e de seus ministros, de que era dever da Rússia governar todos os cristãos ortodoxos e controlar a Terra Santa.

Após uma contenda com líderes religiosos otomanos em 1853, tropas russas invadiram uma área disputada na atual Romênia, fazendo com que a raiva da Grã-Bretanha e da Turquia contra a Rússia atingisse o ponto de ebulição. A opinião francesa era menos apaixonada, mas os anseios de Napoleão III pela glória militar eram fortes o bastante para incentivar sua participação no conflito.

Embora a Rússia logo tenha se retirado da região ocupada, a Grã-Bretanha estava decidida a causar sérios danos. O resultado foi a invasão da Crimeia pelos exércitos britânico e francês em 1854, dando início a batalhas sangrentas e meses de uma mistura de heroísmo e incompetência que terminaram em um tratado que restringiu apenas temporariamente os avanços russos e o declínio do Império Otomano.

Tendo praticamente redesenhado o mapa da Europa e causado a morte de incontáveis militares e civis, a Guerra da Crimeia inflamou a rivalidade entre a Rússia e o Império Otomano em relação aos Bálcãs, desestabilizou as relações entre as potências europeias e acendeu uma fagulha para a Primeira Guerra Mundial. No entanto, grande parte das pessoas só se lembra de fragmentos da história, que acabou sendo eclipsada pelas duas guerras mundiais do século XX.

Por meio de um relato lúcido, vívido e sensível, valendo-se de fontes russas, francesas, otomanas e britânicas, o renomado historiador Orlando Figes procura preencher essa lacuna, lançando luz sobre os fatores geopolíticos, culturais e religiosos que moldaram o envolvimento de cada grande potência e que deram origem ao extraordinário conflito travado com tecnologia industrial, soldados entrincheirados na neve, cirurgiões atuando no campo de batalha, cobertura da imprensa por intermédio de repórteres correspondentes e a fanática e assombrada figura do tsar Nicolau I.

Orlando Figes é renomado professor de história no Birkbeck College da Universidade de Londres. Nasceu em Londres em 1959 e estudou história em Cambridge. Antes de se mudar para Birkbeck, foi professor de história e fellow do Trinity College, em Cambridge. Entre outras obras, é autor, também pela Editora Record, de Uma história cultural da Rússia e A tragédia de um povo, que, em 1997, recebeu o Prêmio Wolfson de História, o prêmio literário WH Smith, o Prêmio Longman/History Today, o NCR Book Award e o Los Angeles Times Book Prize.

 

 

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