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5 livros para refletir sobre o Holocausto

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Criado por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1 de dezembro de 2005, o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto é uma iniciativa que visa homenagear milhões de pessoas que foram torturadas e mortas nos campos de concentração instituídos pela Alemanha Nazista, no período da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A data escolhida para a homenagem, 27 de janeiro, faz referência ao dia da liberação do principal campo de concentração nazista, Auschwitz, em 1945. A lembrança anual de um dos episódios mais cruéis da história da humanidade é motivada pela necessidade de se aprender com os erros do passado e manter viva a luta contra o racismo e preconceitos, tão importante no momento atual.

Para ajudar a entender e refletir sobre o cotidiano das vítimas, selecionamos 5 livros para indicar:

Capa O Diario de Anne Frank AG V3.inddO Diário de Anne Frank

Publicado originalmente em 1947, o livro se tornou um dos relatos mais impressionantes das atrocidades e horrores cometidos contra os judeus durante a Segunda Guerra Mundial. A força da narrativa desta adolescente — que mesmo com sua pouca experiência de vida foi capaz de escrever um testemunho de humanidade e tolerância — a tornaria uma das figuras mais conhecidas do século XX.

O livro reconstrói os tensos anos em que a família Frank viveu em Frankfurt, em clima de total anti-semitismo, a fuga da Alemanha e a vida no esconderijo, em Amsterdam.  Com fotos e cartas obtidas junto a parentes e amigos, esta publicação revela detalhes do cotidiano de Anne e de sua família, retrata o ambiente social em que ela cresceu, sua vida antes e depois da fuga e os seus últimos setes meses de vida — depois de ter sido traída, capturada pelos nazistas e enviada a um campo de concentração.

EntãoCapa Entao v 7MF

Continuação de “Uma vez”, de Morris Gleitzman, “Então” narra a história de dois amigos que lutam para sobreviver ao regime nazista na Polônia. Na trama, Felix e Zelda conseguem fugir de um trem que vai para um campo de concentração e partem em busca de uma nova família. Mas, na Polônia ocupada de 1942, encontram um cenário de guerra e terror inimagináveis. As crianças vão enfrentar a morte, o medo, a fome e o frio, até conhecerem Genia, que vai colocar sua vida em risco para protegê-los. O livro tem lançamento previsto para fevereiro pela Paz & Terra.

Capa Sonata em Auschwitz V2 MFSonata em Auschwitz

Um bebê nascido nas barracas de Auschwitz-Birkenau, em setembro de 1944. Uma sonata composta por um jovem oficial alemão, na mesma data, também em Auschwitz. Duas histórias que se cruzam e se completam. “Sonata em Auschwitz”, o terceiro romance de Luize Valente, parte da relação entre o bebê e o oficial da SS para chegar a Amália, que, décadas depois, começa a levantar o véu do passado nazista da família a partir de uma partitura que lhe é revelada por sua bisavó alemã.

A ascensão do nazismo na Alemanha, culminando na fatídica Noite dos Cristais, a saga dos judeus húngaros da Transilvânia, os guetos na Hungria e Romênia, os trens para Auschwitz, os mistérios acontecidos no campo de extermínio da Polônia e o pós-guerra numa casa cheia de segredos num lago de Potsdam oferecem os trilhos que Amália percorrerá para montar o quebra-cabeça.

 Somos os que tiveram sorteCapa Somos os que tiveram sorte V3 MF

Durante toda a infância, Georgia Hunter acreditava que o seu avô era um típico americano. A surpresa veio quando já estava no Ensino Médio e precisou fazer um trabalho sobre a história de seus antepassados. Na época, o avô havia falecido há pouco tempo, mas sua avó contou que o marido, com quem fora casada por mais de cinquenta anos, foi um dos sobreviventes à perseguição nazista da Segunda Guerra. Eddy e sua família, ela contou, foram parte dos trezentos judeus poloneses de Radom que conseguiram escapar com vida.  Mais de trinta mil judeus moravam na cidade.

Tempos depois, Eddy virou Addy, um dos personagens de “Somos os que tiveram sorte”, um tributo à história de sobrevivência da família de Georgia Hunter. O livro começa com a invasão alemã à Polônia em 1939. Os patriarcas, Sol e Nechuma tinham o próprio negócio, que dava uma boa condição financeira à família. Porém, esse estilo de vida não se sustenta com o início do regime nazista. O Holocausto separa os Kurc pelos vários continentes. Enquanto os filhos mais velhos são convocados para o exército, outros vão para campos de trabalho forçado ou tentam se esconder com documentos falsos. Cada um em sua própria luta pela resistência suportando as dores da opressão, mas na esperança de um dia voltarem a se encontrar.

 Capa Um amor perdido MF.inddUm amor perdido

Alyson Richman estava no cabeleireiro quando ouviu uma das clientes contar uma história em que a avó da noiva e o avô do noivo, que nunca haviam se encontrado antes da cerimônia dos netos, perceberam que já se conheciam antes da Segunda Guerra. Esse foi o pontapé inicial de “Um amor perdido”, livro premiado pelo Long Island Reads que conta a saga de Lenka, uma jovem estudante de arte que se apaixona por Josef, um médico recém-formado e irmão de sua melhor amiga.

Na Praga do pré-guerra, eles se casam, mas logo são forçados a se separarem graças aos desdobramentos da perseguição aos judeus na Europa. Os caminhos de Josef o levam para a América, onde tem a oportunidade de recomeçar. Para se livrar dos traumas da morte de vários conhecidos, ele se torna obstetra e se dedica a colocar novas esperanças no mundo. Por algum tempo, tentou encontrar o seu amor perdido, mas as notícias não foram animadoras. Acreditando que Lenka estava morta, casou-se novamente.

 

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