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Quem é Paulo Freire?

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Em meio a questionamentos sobre os caminhos da educação no país nos últimos dias, é importante lembrar a trajetória e  o legado do mais célebre educador brasileiro, cuja obra é publicada pela Editora Paz&Terra.

Patrono da educação brasileira e reverenciado em diversos países, Paulo Freire é autor da obra “Pedagogia do Oprimido”, a terceira mais citada no mundo entre as publicações de ciências sociais e humanas, segundo levantamento do professor Elliot Green, da Escola de Economia de Londres. Neste livro revolucionário, Freire esmiúça relações opressoras de nossa estrutura social e indica os caminhos para o entendimento de uma pedagogia libertadora e progressista, analisando todos os fatores que influenciam o aprendizado. Escrito em 1968, durante o exílio de Paulo Freire no Chile, “Pedagogia do oprimido” foi proibido pela ditadura militar e permaneceu inédito no Brasil até 1974. Desde então teve sucessivas reedições e já foi traduzido em mais de 20 países.

Desde a morte do educador em 1997, Nita Freire assumiu o compromisso de disseminar a obra do marido. Seu trabalho mais recente é a reorganização, com a inclusão de artigos inéditos, do livro “Pedagogia do compromisso: América Latina e Educação Popular”, que a Editora Paz & Terra lançou em novembro de 2018. A obra reúne transcrições de entrevistas, conferências e discursos feitos de improviso pelo patrono da educação não só no Brasil, mas também na Argentina, Chile e Uruguai, além de um manifesto em homenagem ao povo da Nicarágua. Um dos textos é o conteúdo de uma de suas últimas palestras, em 1996, na Argentina, apresentada para uma plateia de 3,5 mil pessoas no Estádio Deportivo de San Luis. Nesta ocasião, ele falou sobre sua visão otimista do futuro:

“Não é possível conceber um ser humano desesperançado. O que sim, podemos conceber, são momentos de desesperança. Durante o processo de busca há momentos em que nos detemos e dizemos para nós mesmos: não há nada que fazer. Isto é compreensível, compreendo que se caia a essa posição. O que não compartilho é que se permaneça nessa posição. Seria como uma traição à nossa própria natureza esperançosa e inquietamente buscadora”.

Que as palavras de Freire continuem a reverberar e  possam trazer esperança de dias melhores.

 

*Foto reproduzida de matéria do site Nova Escola

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