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Pastor Yago Martins fala sobre a experiência nas ruas

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Idealizador do canal Dois dedos de teologia, fenômeno com 25 milhões de visualizações no Youtube, o pastor batista Yago Martins deu entrevista ao jornal Gazeta do Povo sobre seu livro de estreia pela Record, ‘A máfia dos mendigos’. Na conversa, Yago falou como surgiu a ideia da obra, que relata a experiência de viver ao longo de um ano nas ruas de Fortaleza, no Ceará. O interesse do público foi tão grande que ainda na pré-venda o livro esgotou sua primeira edição.

Na entrevista, o pastor conta que a ideia central do livro partiu de sua pouca confiança na estratégia do Estado, que segundo ele mais mantém do que tira as pessoas da rua, e de sua crença na caridade privada como uma opção mais efetiva. Mas sua maior surpresa foi ver que a forma como a ajuda cristã estava sendo oferecida também prejudica a causa. “O motivo é o que eu chamo no livro de caridade irrestrita e impessoal, o tipo de caridade que aumenta a miséria. É quando simplesmente distribuímos renda de forma direta, através de esmolas e sopões, mas sem qualquer engajamento humano com aqueles que dizemos servir”, explica.

O autor conta que sua referência à máfia é baseada na forma como alguns grupos, que ele chama de “parasitas da miséria”, tiram proveito da ajuda oferecida. “O que eu mostro na obra é que existem grupos mais ou menos coordenados de homens em situação de rua que parasitam os verdadeiramente miseráveis, e que nossa caridade impessoal e descompromissada tem aumentado o número destes falsos desgraçados, assim como asseverado a miséria de humanidade. Nada mais cristão do que conclamar os indivíduos a fazer mais pelos desvalidos”, afirma.

Apesar da polêmica experiência, o pastor enfatiza a necessidade fundamental de se entender como a caridade é feita no Brasil. E afirma ter sido surpreendido pelos dias em que passou nas ruas. “A experiência foi transformadora, acima de tudo. Aprendi mais sobre mim mesmo que sobre mendigos, e não sei se serei capaz de transmitir um dia todo o crescimento humano que ser confundido com mendigo causa”, relata à Gazeta.

 

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